Amanita muscaria em registros etnomicológicos da Sibéria
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Estudo etnográfico — Saar, 1991

Publicado em 1991, este estudo de Maret Saar integra um conjunto importante de trabalhos etnomicológicos dedicados à documentação das relações entre comunidades humanas e fungos no norte da Eurásia. O artigo se apoia em registros etnográficos, fontes históricas e literatura especializada para mapear a presença simbólica e cultural de diferentes espécies fúngicas na Sibéria e regiões adjacentes.
**O conteúdo desta página tem caráter exclusivamente informativo e educativo. O Bosque das Amanitas não incentiva, recomenda ou orienta o consumo humano, medicamentoso ou recreativo da Amanita muscaria.**
A Amanita muscaria aparece no trabalho não como objeto isolado, mas inserida em sistemas culturais mais amplos, nos quais fungos são nomeados, classificados e interpretados de acordo com tradições locais. O foco do artigo está menos em propriedades biológicas específicas e mais na forma como o conhecimento sobre fungos é transmitido, preservado e contextualizado em diferentes grupos culturais.
Resumo do Artigo (Abstract)
The paper includes literary data on the use of Amanita muscaria in Siberia and North-East Asia as well as information collected from ethnographers investigating these areas during the past decades. A survey is given on the cases and rules of Amanita muscaria consumption and the ways of its administration. The peoples having the tradition of Amanita muscaria consumption were aware of its different psychotrophic qualities and were able to use for several purposes. The fungus has been used by them as a psychostimulant having a simultaneous effect on several psychic functions.
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Considerações finais
Este artigo é particularmente relevante para acervos que buscam compreender a Amanita muscaria para além de abordagens estritamente químicas ou biomédicas. Ao situar a espécie dentro de um panorama etnográfico mais amplo, o estudo contribui para revelar a diversidade de significados atribuídos aos fungos em contextos culturais distintos.
Na Biblioteca do Bosque, este trabalho dialoga diretamente com outros estudos etnomicológicos e histórico-culturais, ajudando a construir uma visão plural sobre a presença da Amanita muscaria no imaginário e nos sistemas de conhecimento tradicionais da Eurásia. Ele reforça a importância do contexto cultural como chave interpretativa para a compreensão da relação entre humanos e fungos.



