Polissacarídeos da Amanita muscaria e atividade anti-inflamatória
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Estudo bioquímico — Ruthes et al., 2013

Publicado em 2013 na revista Carbohydrate Polymers, o artigo "Fucomannogalactan and glucan from mushroom Amanita muscaria: structure and inflammatory pain inhibition", de Ruthes e colaboradores insere a Amanita muscaria no campo da bioquímica de macromoléculas, deslocando o foco tradicionalmente centrado em compostos de baixo peso molecular. O estudo reflete uma fase mais recente da pesquisa científica, marcada pelo interesse crescente em polissacarídeos fúngicos e suas propriedades biológicas.
**O conteúdo desta página tem caráter exclusivamente informativo e educativo. O Bosque das Amanitas não incentiva, recomenda ou orienta o consumo humano, medicamentoso ou recreativo da Amanita muscaria.**
O trabalho se desenvolve inteiramente em ambiente experimental controlado, utilizando métodos de extração, purificação e caracterização estrutural. Diferentemente de abordagens históricas ou etnográficas, o artigo se posiciona no domínio da ciência laboratorial contemporânea, contribuindo para ampliar o espectro de investigação da espécie.
Resumo do Artigo (Abstract)
A fucomannogalactan (FMG-Am) and a (1→3), (1→6)-linked β-D-glucan (βGLC-Am) were isolated from Amanita muscaria fruiting bodies. These compounds' structures were determined using mono- and bi-dimensional NMR spectroscopy, methylation analysis, and controlled Smith degradation. FMG-Am was shown to be a heterogalactan formed by a (1→6)-linked α-D-galactopyranosyl main chain partially substituted at O-2 mainly by α-L-fucopyranose and a minor proportion of β-D-mannopyranose non-reducing end units. βGLC-Am was identified as a (1→3)-linked β-D-glucan partially substituted at O-6 by mono- and a few oligosaccharide side chains, which was confirmed after controlled Smith degradation. Both the homo- and heteropolysaccharide were evaluated for their anti-inflammatory and antinociceptive potential, and they produced potent inhibition of inflammatory pain, specifically, 91±8% (30 mg kg(-1)) and 88±7% (10 mg kg(-1)), respectively.
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Considerações Finais
Este artigo representa um avanço importante na compreensão da Amanita muscaria sob a perspectiva da bioquímica moderna, ao evidenciar que a espécie não se limita a compostos tradicionalmente discutidos na literatura. Ao focar em polissacarídeos, o estudo amplia o campo de investigação e conecta a micologia a debates contemporâneos sobre macromoléculas bioativas.
Certamente, um ótimo diálogo com artigos clássicos de química e com pesquisas recentes de caracterização molecular, reforçando a diversidade temática do acervo do Bosque e a transição histórica das abordagens científicas aplicadas à Amanita muscaria.



