Amanita muscaria no contexto dos enteógenos históricos
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Artigo clássico em etnobotânica — Ruck et al., 1979

Publicado em 1979 no Journal of Psychedelic Drugs, "Entheogens", de Carl A. P. Ruck, Jeremy Bigwood, Danny Staples, Jonathan Ott e Gordon Wasson é considerado um marco conceitual nos estudos etnobotânicos e etnomicológicos. O trabalho introduz formalmente o termo “enteógeno” como alternativa conceitual a expressões carregadas de juízo moral ou médico, propondo uma linguagem mais adequada para o estudo acadêmico de substâncias associadas a contextos religiosos e rituais.
**O conteúdo desta página tem caráter exclusivamente informativo e educativo. O Bosque das Amanitas não incentiva, recomenda ou orienta o consumo humano, medicamentoso ou recreativo da Amanita muscaria.**
Embora não seja um estudo empírico focado em uma única espécie, o artigo estabelece um arcabouço teórico que influenciou profundamente a forma como fungos como a Amanita muscaria passaram a ser discutidos na literatura científica e cultural. Sua importância reside menos nos dados apresentados e mais na reorganização conceitual do campo.
Acesso ao artigo na íntegra
Considerações finais
Este artigo ocupa um lugar singular na Biblioteca do Bosque por seu impacto conceitual duradouro. Ao propor uma nova terminologia, Ruck e colaboradores contribuíram para redefinir os limites analíticos do campo, permitindo abordagens mais rigorosas e culturalmente sensíveis sobre a relação entre humanos, substâncias naturais e experiências religiosas.
No contexto da Biblioteca do Bosque, este trabalho dialoga diretamente com estudos etnomicológicos e histórico-culturais sobre a Amanita muscaria, funcionando como um eixo teórico que ajuda a compreender por que determinadas espécies fúngicas passaram a ser interpretadas sob novas chaves analíticas a partir do final do século XX.



