Uso religioso de fungos: comparações culturais envolvendo a Amanita muscaria
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Estudo histórico-cultural — Nyberg, 1992

Publicado em 1992, o estudo Religious use of hallucinogenic fungi: A comparison between Siberian and Mesoamerican cultures, de Harri Nyberg, se insere no campo das investigações histórico-culturais sobre o uso religioso de fungos, dialogando com debates etnográficos e comparativos que ganharam força ao longo do século XX. O autor propõe uma análise comparativa entre tradições da Eurásia setentrional e da Mesoamérica, buscando compreender semelhanças e diferenças nos contextos simbólicos e rituais associados aos fungos.
**O conteúdo desta página tem caráter exclusivamente informativo e educativo. O Bosque das Amanitas não incentiva, recomenda ou orienta o consumo humano, medicamentoso ou recreativo da Amanita muscaria.**
A Amanita muscaria aparece no artigo como um elemento relevante dentro das tradições eurasiáticas, sendo analisada a partir de registros históricos, linguísticos e etnográficos. O foco do trabalho não está na descrição de práticas específicas, mas na interpretação dos fungos como mediadores simbólicos em sistemas religiosos distintos.
Resumo do Artigo (Abstract)
The religious uses of hallucinogenic mushrooms in northern Eurasian and Mesoamerican cultures are compared. In northern Eurasia, some shamanistic cultures have used the Fly Agaric (Amanita muscaria (L.) Pers.); Mesoamericans, mainly mushrooms of the genus Psilocybe (Fr.) Kummer. The hallucinogenic potency of the former is due to isoxazole compounds and of the latter, psilocybine-type compounds. Despite similarities between ihe uses in these two cultural areas, there are also marked differences: the Fly Agaric did not seem to have been an object of religious, ritual veneration in northern Eurasia, whereas this was true for the Psilocybe mushrooms in Mesoamerica. This is suggested to be a result of the difference between these two mushroom groups in their pharmacological and clinical effects on man and also a result of vast cultural differences between the areas in question. The cultural and religious differences between northern Eurasian and Mesoamerican use of hallucinogenic fungi and the significance of these differences are discussed.
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Considerações finais
Este trabalho é particularmente relevante para compreender a Amanita muscaria dentro de debates históricos e comparativos mais amplos, evitando leituras isoladas ou reducionistas. Ao confrontar tradições culturais distintas, o artigo contribui para uma visão mais complexa sobre o papel simbólico dos fungos em sistemas religiosos.
Na Biblioteca do Bosque, este estudo dialoga diretamente com artigos etnomicológicos e históricos, fortalecendo o eixo de análise cultural e comparativa. Ele ajuda a contextualizar a Amanita muscaria como parte de um repertório simbólico diverso, cuja interpretação depende fortemente do contexto histórico e cultural em que está inserida.



